JUSTIFICATIVA
A
utilização racional de energia fica cada vez mais em pauta à medida que o mundo
procura pensar e agir de modo sustentável. Conforme relatório divulgado pela
Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia
(Abesco) e noticiado pelo jornal O Estadão, o desperdício de energia custou
mais de R$60 bilhões para a economia brasileira nos anos de 2015 a 2017. Além
do prejuízo econômico, o mau uso da energia afeta a geração de gases nocivos
para a atmosfera, sendo responsável por uma parcela considerável no efeito
estufa e demandando a utilização de grandes áreas territoriais e recursos
ambientais.
No Brasil,
a maior parte da geração de energia elétrica provém de usinas hidrelétricas,
ficando, portanto suscetíveis a mudanças climáticas e a períodos de estiagens.
Diante da ocorrência de longos períodos sem chuvas, outras formas de geração de
energia acabam sendo utilizadas, gerando maior poluição e também variação no
valor das tarifas.
Para tentar
analisar e corrigir nosso modo de consumir energia, precisamos primeiramente
possuir maneiras de mensurar o consumo de modo adequado. Neste aspecto o medidor de energia elétrica da concessionária de energia
não se mostra eficiente, pois não permite a visualização remota nem a criação
de um banco de dados retrospectivo de consumo, além de executar a leitura de
modo muito genérico e indefinido em questões relacionadas à quais ambientes
estão exercendo uma contribuição maior no consumo e em quais horários.
A proposta
deste trabalho é desenvolver um sistema capaz de facilitar a mensura da energia
elétrica em residências ou outros ambientes, permitindo que sejam coletados
dados zoneados do consumo. Este sistema
será capaz de informar quanto cada equipamento está consumindo, e em quais
horários.
Com um mapa
de consumo completo do ambiente podem ser tomadas medidas assertivas com o
objetivo de substituir equipamentos de baixa eficiência energética e
identificar gargalos de consumo. Ampliando-se a utilização de um sistema como
esse a nível nacional, certamente poderiam ser minimizados o desperdício de
energia e a necessidade de constantes investimentos em infraestrutura de
geração e distribuição de energia, além de colaborar para um melhor uso dos
recursos naturais nacionais.
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